Cármen Lúcia: ‘Corrupção mina a base estrutural de uma democracia’


© André Dusek/Estadão A ministra Cármen Lúcia
© André Dusek/Estadão A ministra Cármen Lúcia

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou na manhã desta quarta-feira, 15, que a corrupção mina as bases de uma democracia, prejudica a economia e que, em sua opinião, é um crime violento que provoca vítimas, ainda que invisíveis. As declarações foram dadas no 7º Congresso Internacional de Compliance, em São Paulo, para uma palestra com mil participantes.

“A corrupção mina a base estrutural de uma democracia, mina a sociedade porque as pessoas passam a desconfiar umas das outras e compromete politicamente porque não se acredita na higidez e confiança das instituições”, disse, ao argumentar sobre a necessidade de uma “transformação” na administração pública.

Segundo Cármen Lúcia, o atual sistema administrativo, do ponto de vista ético e moral, está “doente”. Um dos motivos, segundo a ministra, é o patrimonialismo, que ocorre quando as pessoas confundem “as coisas do rei e do reino”, e trocam benesses e benefícios sem ter como foco principal o interesse público.

“É preciso que haja realmente a transformação cultural, a superação de um quadro administrativo e social de corrupção”, afirmou. Segundo ela, é necessário haver transparência e integridade no cumprimento das finalidades públicas para ter racionalidade e eficiência no serviço.

Estadão, por Paulo Beraldo 

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