Corrupção sem arrependimento. Por Sony Lacerda


Alguns ex-prefeitos cometeram delitos graves no passado, e, hoje, diante de consequências como processos na Justiça, inelegibilidade, prisões e ameaças de prisões, demonstram um certo grau de arrependimento e dizem que não repetiriam os crimes praticados.

Mas, outros se gabam de ter, no mesmo passado, cometido falcatruas. Ontem, o advogado de um deles travou o seguinte diálogo na presença de um jornalista: “Como está meu processo?”, indagou o ex-prefeito. “Com base no processo da prefeita fulana de tal, que contratou um profissional sem concurso, vou fazer sua defesa”, respondeu o advogado.

“Se ela contratou um e está respondendo, imagine eu, que contratei mais de 300 pessoas sem concurso e não me arrependo”, comentou sorrindo o ex-prefeito, que encerrou o segundo mandato, elegeu a mulher e tenta se defender da lista de crimes administrativos cometidos.

Assim como ele, dezenas de ex-prefeitos e de prefeitos estão numa lista encaminhada pelo Tribunal de Contas do Estado ao Ministério Público Eleitoral (MPE).

Outro ex-prefeito foi condenado e teve que dormir inúmeras noites na cadeia porque desviou o que pode e o que não pode de uma pequena Prefeitura da região do Brejo. Foi eleito e reeleito. Praticou e repraticou os crimes pelos quais foi condenado. Achou pouco, apresentou a mulher como candidata. Ela foi eleita e ele assumiu a titularidade. No primeiro dia de gestão, ele foi flagrado com cinco talões de cheques do Banco do Brasil nas mãos em forma de baralho. Tramava os gastos pessoais e desvios na maior cara de pau. O pior: ele foi eleito e reeleito e elegeu a mulher porque o povo ficou sem opção. O antecessor tinha feito pior.

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