Fusão gera economia. Por Sony Lacerda

O governador João Azevêdo (PSB) decidiu fundir e extinguir órgãos da Administração Indireta com a finalidade de economizar R$ 26 milhões para contemplar os paraibanos com obras de infraestrutura e algumas políticas públicas reclamadas pela sociedade. No entanto, conforme assegura o próprio governador, a população não ficará sem os serviços antes ofertados por empresas como a Emepa, Emater e Interpa, que serão todas reunidas na Empear (Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária).

A Empear será ligada diretamente à Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca. Somente com o surgimento da Empear, haverá segundo o governo, uma economia de R$ 20 milhões por ano. Hoje, os três órgãos reúnem cerca de 500 cargos comissionados. A partir da fusão, serão apenas 74. O novo governante da Paraíba está apenas se precavendo de possíveis futuras crises, diante de um cenário ainda não muito claro no plano nacional.

Conforme Medida Provisória encaminhada para votação da Assembleia Legislativa da Paraíba, a Empaer exercerá as competências que hoje são divididas com o Interpa, Emater e Emepa. Ou seja: programar, executar e fiscalizar a política estadual de assistência técnica, extensão rural, pesquisa e regularização fundiária, com vistas ao desenvolvimento da agropecuária e da pesca. Além do mais, a Empear vai colaborar com a Secretaria da Agricultura e Abastecimento e com o Ministério da Agricultura na formulação e execução das políticas de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Estado da Paraíba. Ou seja: o Governo vai economizar com eficiência. E quase nada vai mudar no tocante ao que vinha sendo executado pelos três órgãos. As pesquisas permanecerão, as estações experimentais continuam aberta, a assistência técnica continuará chegando aos agricultores, assim como as terras públicas destinadas aos assentamentos continuarão sendo legalizadas conforme a legislação.

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