O jogo da paciência. Por Heron Cid


Todas as pré-candidaturas postas até aqui estão desafiadas a um exercício de cautela, observação, articulação e, especialmente, paciência.

O PSB, de João Azevedo, deixou estrategicamente duas vagas para negociação, a vice e o senado. Joga com a factível possibilidade de perdas, sobras e desentendimentos na Oposição.

Esse dado aumenta a responsabilidade de Lucélio Cartaxo, do PV, obrigado a usar toda a flexibilidade para fechar a sua chapa, já quase desenhada com Michelline Rodrigues, Cássio Cunha Lima e Raimundo Lira, sem perdas.

José Maranhão dialoga com os partidos oscilantes, PP, PSC e PR, para ficar nos mais taludos. Sabe, ao mesmo tempo, que essas siglas estão paralelamente abertas a conversas sobre coligações com todos os agrupamentos.

Lígia Feliciano, pré-candidata do PDT, palmilha o caminho para manter seu patamar de intenção de voto ao ponto de fazer de sua postulação uma alternativa para quem não viu espaço seguro nas outras alianças. Espera, por exemplo, o desfecho das tratativas nacionais entre PT (Haddad e Lula) e PDT (Ciro Gomes), que pode gerar efeitos verticais.

Até as convenções, no fim de julho, todos esses vão usar o faro e a intuição para jogar as melhores cartas na mesa. E guardar os trunfos para a hora certa.

Anterior Buba: “A oposição não gosta de fazer comparativos”
Próximo Vídeo-comentário: Conflito trava "desenvolvimento" de Capim

Sem Comentário

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *